Desafio
Responsável por 80% do abastecimento de água potável da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o Sistema Guandu atende mais de 9 milhões de pessoas, incluindo a capital e diversos municípios da Baixada Fluminense. Com vazão de 43 mil litros por segundo, a Estação de Tratamento de Água Guandu (ETA Guandu) é reconhecida pelo Guinness Book como a maior do mundo em produção contínua.
Apesar de sua relevância, o sistema enfrenta desafios recorrentes relacionados à qualidade da água e à contaminação dos mananciais, como a “crise da espuma” e a “crise da geosmina”, em 2020, quando a água apresentou sabor e odor desagradáveis devido à presença dos compostos geosmina e 2-MIB. Esses episódios foram causados pela proliferação de cianobactérias do gênero Planktothrix, impulsionadas pela contaminação proveniente de esgotos domésticos e industriais.
Embora medidas emergenciais — como o uso de carvão ativado e a oxigenação de zonas eutrofizadas — tenham mitigado os impactos, tais ações representaram altos custos operacionais e evidenciaram a urgência de investimentos em monitoramento ambiental preventivo, capazes de antecipar e evitar novas crises.
Solução
Inspirada no sucesso do sistema de monitoramento implementado na Bacia Guapiaçu-Macacu, a CEDAE ampliou o escopo do projeto de Monitoramento Ambiental para incluir o Sistema Guandu. A iniciativa representa a expansão do Convênio de Cooperação Técnica entre o INEA, CEDAE e a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS), consolidando um modelo de vigilância ambiental avançado e interinstitucional.
A Dedo Verde atuou desde as inspeções em campo até o apoio no desenvolvimento de estratégias de monitoramento contínuo, contemplando diagnósticos ambientais, expedições técnicas e amostragens de qualidade da água na Bacia do Guandu. Assim como no projeto do Sistema Imunana-Laranjal, o monitoramento ambiental do Guandu envolveu a instalação de sondas multiparâmetro, estações de videomonitoramento e câmeras com análise inteligente, todas integradas ao Centro de Controle Operacional (CCO) da ETA Guandu.
Além disso, foram estabelecidas rotas de voo para monitoramento aéreo, abrangendo desde a foz do Rio Guandu até a transposição do Rio Piraí, ampliando o alcance e a precisão das análises ambientais.
Resultados
A implementação do Sistema de Monitoramento Ambiental do Guandu representa um marco na gestão hídrica do Estado do Rio de Janeiro. A iniciativa ampliou a capacidade de detecção precoce de contaminantes, fortalecendo a resiliência ambiental e a robustez operacional da ETA.
Com o projeto, o Estado consolidou uma rede integrada de monitoramento que cobre as principais bacias de abastecimento da região metropolitana, tornando-se referência nacional em segurança hídrica e inovação ambiental.
Sob a liderança da CEDAE e em parceria com o INEA, o trabalho foi executado por meio da contratação da Empresa Essencio que contou com o apoio técnico da Dedo Verde. A iniciativa demonstra que é possível integrar tecnologia de ponta, articulação institucional e responsabilidade socioambiental para proteger um dos recursos mais essenciais à vida: a água.
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